Não dá pra
simplesmente deixar tudo entrar facilmente assim. Quando se está vulnerável tudo
te afeta, de uma forma ou de outra. Até tentar correr da situação te afeta. E
nada resolve seus problemas. A pessoa que os resolveria é o causador de todos
eles. E sua mente gira as madrugadas tentando fazer você mesma entender o que
você sente, e o que ele sente. Porque ela poderia amá-lo e respeita-lo até que
a morte os separe se ele a quisesse assim. Ou ela poderia seguir sozinha seu
novo caminho, a procura de um novo alguém. Pelo menos ela saberia o que fazer e
como reagir. Ela tenta andar com um pé em cada caminho e quando percebe o quão
perto está chegando do final ela retrocede porque ela não sabe pra onde vai e
não acaba ali. Não pode acabar ali. Ela não sabe o que fazer ou o que sentir.
Volta. Pensa. Chora. Reclama e se questiona “Como cheguei até aqui?”. Como ela
passou de "excluída" para "com amigos", pra "vou viajar não penso em vocês", para "estou de
volta amigos, cade vocês?" Pra "eu quero voltar, mas agora eu me importo com
vocês". E perceber que não pode ter tudo. Que seus sonhos não se completam ou
sequer coincidem. Ou um. Ou outro. Ou ele. Ou eles. É uma decisão difícil e
pode parecer até desigual pelo número de pessoas de um lado e de outro, mas no
final nunca acaba sendo sobre as pessoas que ela vai deixar, acaba sendo pelo seu
coração machucado, e seu protetor. Aquele que de alguma maneira a fez esperar
até hoje e nunca se questionar “o que você está esperando afinal?”.
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