06 outubro, 2012
amigo-amor-amigo
Tem pessoas que nasceram pra te fazer feliz. Não importa o que aconteça, o tempo que passe, a distância muito grande, o mundo girar. Ele tá sempre ali, pra me ver sorrir, pra me fazer sorrir. E quando tudo tiver uma merda, quando eu quiser voltar pra casa, quando eu quiser uma voz amiga, quando eu me perguntar o que é amor, quando eu sentir saudade, quando me vier bons pensamentos, quando uma boa razão de estar viva faltar, e mesmo com tudo que aconteceu, com tudo que se passou nada vai mudar o que você é e sempre vai ser pra mim. Eu resolvi limpar a minha mente, reciclar, deixar coisas que me convém, e de você só restam as boas, e daqui por diante só será o acumulo delas. Eu nunca pensei que isso existiria, mas se você passou de amigo para amor, de amor para amigo, esse é o ciclo mais incrível, que eu quero eternamente isso com alguém, eu quero eternamente você meu amigo-amor-amigo.
05 outubro, 2012
Dói menos
E por fim aqui estou de volta ao meu cantinho de conforto.
É difícil olhar pra trás e ver tudo que você deixou. Desde que cheguei aqui nos EUA nunca tinha parado pra pensar em tudo, em detalhes. Ser feliz, realizar meu sonho, dar o meu melhor estava me consumindo. Dois meses passaram assim, mas hoje, foi o limite. Foi dia de ver foto antiga, de ler mensagem, ler email, dia de chorar, de nostalgia. É nessa hora que você desejaria ter abraçado mais, beijado mais, falado que amo mais, cuidado mais daquelas pessoas que você tanto ama. As horas passam rápido demais, e o tempo não para, a vida não te espera. Só me resta a opção trocar de música, guardar as fotos, enxugar as lagrimas e fechar o computador.
Segue sem dor, as pessoas que te amam vão encontrar um caminho até você, onde quer que você esteja, confia nisso, doí menos.
É difícil olhar pra trás e ver tudo que você deixou. Desde que cheguei aqui nos EUA nunca tinha parado pra pensar em tudo, em detalhes. Ser feliz, realizar meu sonho, dar o meu melhor estava me consumindo. Dois meses passaram assim, mas hoje, foi o limite. Foi dia de ver foto antiga, de ler mensagem, ler email, dia de chorar, de nostalgia. É nessa hora que você desejaria ter abraçado mais, beijado mais, falado que amo mais, cuidado mais daquelas pessoas que você tanto ama. As horas passam rápido demais, e o tempo não para, a vida não te espera. Só me resta a opção trocar de música, guardar as fotos, enxugar as lagrimas e fechar o computador.
Segue sem dor, as pessoas que te amam vão encontrar um caminho até você, onde quer que você esteja, confia nisso, doí menos.
Saudade é não saber
A DOR QUE DÓI MAIS
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Martha Medeiros
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