14 julho, 2011

faltando

Acordar sorrindo e dizer que é por sua causa seria um fingimento da minha parte.
Aquela velha frase de “não importa o quanto te fez chorar você só vai lembrar o quanto te fez sorrir” vem para o meu subconsciente sem eu ao menos poder pensar em conter. Porque é a verdade. Mas nada que me faça desesperadamente te querer de volta. Parar minha vida porque você seguiu a sua não seria muito justo, nem comigo, nem com você, nem com a gente ou vocês. O pronome que queria usar. Não seria justo. Pessoas sempre passarão pela minha vida. Algumas conseguem singelos motivos para permanecerem, mas se esquecem dos mesmos ao longo do tempo e se vão sem ao menos pensar em quanta falta me fazem. Dos tempos que melhor ocupei minha mente, havia pessoas comigo. Eu poderia desejar ter todas em minha vida de novo, mas é injusto. Tudo é injusto. Porque nada envolve só a minha vida, os meus hábitos, meus sentimentos, minhas alegrias ou tristezas, envolvem outras vidas, outros coração, outros caminhos, outras histórias das quais eu não fui incluída.
 Fechar os olhos e imaginar os bons tempos se faz constante em tempos que nada me preenche. Nada me alegra mais do que a nostalgia de já ter sido feliz. Um sorriso rápido de vez em quando se faz presente com pessoas que ainda fingem se importar. Alguém ai com uma história com personagem faltando? Eu quero ser esse personagem. Eu quero ter uma vida melhor pra rir de mim mesma a alguns anos do que essa nostalgia que alastra todos os minutos que eu olho pro lado e não vejo ninguém, olho pra dentro e vejo que todos se foram levando consigo pedacinhos de mim, por isso sinto falta deles, porque eu sinto muito mais falta de mim.
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